Formação - Conclusão

 

     Estávamos a chegar ao final de uma intensa semana de formação, de aprendizagens, de convívio, mas também de momentos culturais, de descoberta e exploração dos locais, do país que escolhamos para realizar esta mobilidade do Projeto "Erasmus+ Teacher Mobility KA102".
    Pela manhã, reunimo-nos todos, pela última vez, para fazer uma avaliação do curso e receber os certificados.

    Trocamos impressões, emails, fotos, deixamos os nossos trabalhos na Drive da formação e, depois de nos despedirmos do formador, partilhamos mais alguns momentos de conversa e risos com os nossos colegas espanhóis, numa soalheira esplanada de Reiquiavique.

     De tarde, e graças à simpatia e amabilidade do aveirense Luís Sarabando, que se encontra a trabalhar em Reiquiavique, partimos à descoberta de mais uma parte do sudoeste da Islândia. Para ele o nosso mais sincero agradecimento, por se ter disponibilizado a proporcionar-nos uma viagem de 187 Km até à localidade de "Vik", passando por alguns locais de enorme interesse que nos deixaram verdadeiramente encantadas, pelas vistas maravilhosas que tivemos a oportunidade de apreciar.
    Talvez tão cedo não tenhamos a oportunidade de voltar à Islândia e, por isso, aproveitamos cada momento, cada lugar por onde passamos. E muito ficou por ver! Os glaciares, as montanhas, as partes norte e este da ilha, mais algumas quedas de água...
    O início da nossa viagem começou com sol, mas ao entrarmos na zona de montanha, as nuvens eram tão baixas que quase não se via o caminho. No entanto, assim que saímos da zona montanhosa, avistamos paisagens de cortar a respiração. 
                         
As montanhas a caminho do sudoeste

    
    E pouco a pouco aproximamo-nos de uma série de três cascatas fantásticas, duas das quais são bastante conhecidas dos turistas que visitam este país, perto de "Skogal". Esta parte que vimos quase completa o "Golden circle"! Só não fomos ao lago glacial de "Jökulsárlón, à cratera de "Keriđ" ou à montanha de "Kirkjufell".
                                  
     A primeira passa despercebida aos menos atentos, por se encontrar escondida num desfiladeiro, cuja abertura na rocha parece ser apenas um fenómeno natural. Trata-se da cascata de "Glujúfrabuí", com 40 m de altura. Caminhamos pelo lado direito do riacho e somos surpreendidos pela queda de água que nos deixa fresquinhas com um banho inesperado!


 
Tomamos um banho de cascata
    Em seguida, e não muito longe da primeira cascata, deparamo-nos com a imponente queda de água de "Seljandsfoss", com 65 m de altura. Pode fazer-se uma incursão à parte interior desta queda de água, mas é necessário impermeável e já tínhamos tomado um banho na anterior, pelo que não arriscamos.


    Finalmente, podemos contemplar a mais extraordinária das três cascatas, a de "Skogafoss", de 62 m de altura e 30m de largura. É muito famosa por ter servido de cenário a algumas partes da 5ª temporada da série "Vikings", ou ainda do filme "Thor: o mundo sombrio" (2013). Andamos por lugares célebres! Subimos os 400 degraus para observar a parte superior, num miradouro interessante, com gradeamento de metal que nos deixa ver o fundo da queda de água. Quem tiver vertigens... olha para os lados!



    Continuamos para sul e chegamos a outro local extraordinário, a zona da praia de areia preta de "Reynisfjara", uma zona de inúmeras e curiosas formações rochosas.


    A praia de "Reynisfjara" foi classificada em 1991 como uma das mais belas praias não tropicais do mundo. Atrai imensos turistas e fotógrafos, por ser um local fotogénico, mas também perigoso, cujas ondas podem surpreender os mais aventureiros.
    A praia é rodeada por colunas de basalto, está situada sob as montanhas de "Reynisfajall", com cores impressionantes e cavernas que deram origem a várias lendas. 


    
        Várias formações rochosas, como estes dois exemplos, emergem do mar.
    Daqui seguimos até à cidade de "Vik" conhecida pela igreja solitária no topo de um promontório.

        E para terminarmos o nosso dia de novas descobertas, fomos até a um restaurante típico do velho porto de Reiquiavique, para provar este prato islandês de peixe fresco, que incluía bacalhau e que foi aconselhado pelo Luís, pois vive na Islândia há algum tempo. 
Um bem haja ao nosso conterrâneo pelo passeio e pela companhia que nos proporcionou.

 

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