Formação - "Let's Discover" e "let's Meet Us"
O percurso, de 25 minutos foi feito a pé, por uma artéria emblemática da cidade -"Laugavegur" - espaço ao qual passamos a chamar "a baixa", por haver pouco trânsito, ser destinado ao comércio, aos restaurantes e sobretudo aos bares e ainda porque alguns nomes são impronunciáveis! O colorido das ruas desta parte da cidade e dos seus espaços fez-nos percorrê-las várias vezes. Não ficamos indiferentes à "street art", nem às floreiras com coloridas e extraordinárias flores, como esta que se assemelha a um repolho.
Depois da escola ter concorrido a um projeto Erasmus+ - formação para pessoal docente e não docente - um dos países onde decorreria a formação era a Islândia. Para além de ser um local atrativo para nós, o curso era também um dos que nos trazia mais desafios e por isso ficamos tão entusiasmadas com a sua concretização. Então, apresentamos a nossa candidatura, e depois da seleção, estávamos a iniciar uma semana de muitas aprendizagens, de convívio e de conhecimento de alguns locais do país.
Começamos a formação um dia mais tarde, sendo que a receção foi feita à medida que os participantes foram chegando, tal como nós, por causa dos voos, em virtude de ainda estarmos em período de pandemia.
Depois de feitas as nossas apresentações, éramos as duas únicas professoras portuguesas, num grupo que reunia 1 polaca, 1 austríaca, 1 francesa da ilha da Reunião, 7 espanhóis + os dois formadores também eles espanhóis, passamos ao trabalho. Fomos colocadas cada uma num grupo diferente, de modo a termos experiências diversificadas para posteriormente partilhar. A minha equipa era a "PPS" (Poland, Portugal and Spain) e a da Sylvie era a "Concorde". Os nossos colegas espanhóis trataram de nos integrar nas equipas, o que não nos surpreendeu, porque são "nuestros hermanos", entusiastas e faladores e nós também mostramos o quão entusiasmadas e expectantes estávamos com as atividades que tínhamos de desenvolver.
Cada dia começava com uma atividade motivacional e, neste dia, tínhamos por missão dobrar aviões de papel e fazê-los voar o mais longe possível, com o intuito de também aplicarmos nas nossas turmas, levando os alunos a desejarem "voar cada vez mais longe" e a perceberem a competição como uma motivação para alcançarem os seus objetivos e as suas metas.
Seguidamente, foi-nos lançado um desafio "20€ Challenge". Com apenas 20€ teríamos de, em 7 minutos, encontrar 7 ideias para aplicar esse dinheiro e ainda obter lucro. Esta atividade foi um desafio à nossa criatividade, ao controlo do tempo e à oportunidade de pensarmos em estratégias para aplicarmos nas nossas aulas. No final da atividade houve espaço ao diálogo e à partilha de ideias.
Depois do "coffe break", houve um momento para a formadora expor a estrutura de um plano de "negócio", de empreendedorismo, como introdução à tarefa - um projeto de negócio - que cada grupo teria de iniciar a partir deste dia, para apresentar na quinta-feira seguinte.
Foram sugeridas diversas estratégias e recursos para aplicar as técnicas do "Brainstorming", do "Six thinking hats" neste projeto e nas nossas aulas. Desde os "post-its" e autocolantes coloridos, a aplicações como o Miro e o MURAL, podemos levar os alunos a discutirem ideias e, assim, tomarem parte do processo de empreendedorismo que os pode levar, com sucesso, ao produto final.
Partimos depois para o "field research" (trabalho de campo) por forma a iniciar o Projeto Colaborativo e a aplicar as aprendizagens da semana de curso - "Gamification: criativity - think outside the box". A finalidade era criar uma marca (um negócio) original, que fosse criativa e aplicável à cidade de Reiquiavique ou à Islândia, mas que se poderia estender a outros locais do mundo.
Esta atividade serviu, no fundo, para darmos seguimento à atividade inicial do curso "Let's Meet Us", uma vez que os participantes não chegaram todos no sábado, dia 24, ou no domingo, dia 25. Desta forma, juntar todos os participantes foi uma estratégia que permitiu aos formandos conhecerem-se e partilharem bons momentos de conversa e de diversão.
A "Blue Lagoon" (Lagoa Azul) é um Spa de águas termais. Está localizada em "Grindavík", a 39 Km de Reiquiavique, atraindo visitantes que buscam a sua água quente (em média de 38ºC), com propriedades medicinais, por ser salgada, ter algas e sais minerais, como a sílica. São mais de 6 milhões de litros de água que se estendem pelos 5 mil metros quadrados de área, com rochas vulcânicas nas margens, quedas de água e sauna. Foi um momento muito relaxante, em que pudemos descontrair e conviver, colocar máscaras de lava e algas na face, beber uma bebida, sempre dentro da água quentinha, e que contrastava tremendamente com a temperatura de 10.ºC ou 11°C do exterior.
E para terminar o dia, fomos a um interessante bar, "na baixa". Parecia que tínhamos entrado numa biblioteca, pois as paredes estavam forradas de livros. Havia ainda um espaço para música ao vivo, mas como era dia de semana estava pouca gente. Normalmente as pessoas, embora haja luz até bastante tarde, recolhem-se cedo e só os turistas frequentam os locais como restaurantes, bares e mesmo as ruas a partir das 11 (da tarde!). Ao fim de semana, as ruas, os restaurantes e os espaços públicos enchem-se de gente, os bares ficam abertos até à meia noite.

























Comentários
Enviar um comentário