Formação - "Practical and Networking day"

        Como já tinha referido esta atividade era para ser realizada no dia anterior.
     Desta feita, os três grupos em formação nesta semana, reuniram-se em duas salas para assistirem às apresentações de cada escola e dos seus professores, trabalho previamente feito, com base nas respostas às questões "WHO?, WHAT?, WHEN? ,WHERE?, WHY?".
    Fomos a primeira escola a fazer a sua apresentação, que se revelou um sucesso, segundo os outros professores que assistiram. Sentimo-nos orgulhosas do nosso trabalho e de levarmos o nome da nossa escola, bem como as nossas atividades, os nossos projetos e a nossa região tão longe e aos outros colegas. A apresentação foi a única a usar o Prezi, o que a tornou mais atrativa e menos habitual que o PowerPoint a que os outros recorreram. Foi criado um link na Drive para colocarmos os nossos trabalhos e as nossas apresentações.
                               training by Sylvie Marques on Prezi Next
                                Apresentações de outras colegas
    No final destas apresentações, houve um momento para trocarmos experiências sobre as nossas escolas, atividades que desenvolvemos no sentido do empreendedorismo e do sucesso educativo. Também falamos de projetos e foi-nos apresentado um guia para encontrarmos futuros parceiros - "Job Shadowing". 
    Após esta sessão de trabalho, fizemos igualmente uma refeição rápida para, sem seguida, partirmos à descoberta de uma parte do "Golden Circle", apenas uma parte (o total são cerca de 300 Km), ou seja um percurso de 116 Km entre Reiquiavique e a cascata de "Gullfoss".
    A primeira paragem foi no Parque Nacional de Þingvellir ou Thingvellir (cuja tradução é "Campos da Assembleia"), situado a cerca de 47 Km da capital. É considerado um dos locais históricos mais importantes da Islândia, dado que no ano de 930 foi ali fundado o "Alþingi", o primeiro parlamento do país, que se reunia anualmente para proclamar as leis e julgar os criminosos. Este parque foi proclamado Património da Humanidade em 2004. Um dos aspetos curiosos é que estivemos com os pés nas duas placas tectónicas - a norte americana (onde está Reiquiavique) e a Euroasiática do outro lado. A fissura "Almannagjá" com as suas enormes paredes naturais pode ser percorrida a pé e marca a separação das placas tectónicas. Há ainda um enorme lago, o "Thingvallavatn", que pudemos apreciar do autocarro, tem uma superfície de 84 Km2, sendo o maior lago natural do país. A sua maior profundidade é de 114 metros. Quem desejar pode mergulhar na fissura de "Silfra", nadando entre "dois continentes". A água é tão cristalina que se pode beber diretamente dos regatos e dizem que a do lago permite ver até uma profundidade considerável.







    Seguimos caminho para a queda de água "Gullfoss", fazendo uma breve paragem para apreciar os cavalos da Islândia. São nativos da ilha, mais pequenos (costumam achar que são póneis). A sua constituição e o facto de viverem em liberdade tornaram-nos muito resistentes. São muito dóceis e até lhes demos comida. Também vimos ovelhas nativas, muito maiores que as que povoam o nosso território.
    A cascata de "Gullfoss" é deslumbrante e imponentíssima. Tem uma altura de 32 m e uma largura de 70 m, transporta a água do rio "Hvítá", proveniente do glaciar "Langjökull". Fomos surpreendidos pela velocidade a que água descia o desfiladeiro, projetando gotículas, como se estivéssemos debaixo de chuva miudinha.
    E para finalizar o nosso périplo por esta parte do Círculo Dourado, paramos numa das áreas com maior atividade geotérmica em toda a Islândia o "Geysir de Strokkur". Conhecia algumas destas formações geotérmicas da região das Furnas, nos Açores e o cheiro a enxofre trouxe-me à memória esses tempos, mas poder estar perto deste fenómeno muito mais grandioso foi extraordinário. O "Geysir de Strokkur" é uma nascente eruptiva no vale de Haukadalur, cujo nome deriva do verbo gjósa, "jorrar", pois lança jatos de vapor e água a 90 graus a cada seis ou dez minutos, aproximadamente. As erupções podem atingir os 30 metros de altura. 




                                   
    O final desta longa e espetacular jornada brindou-nos ainda com a vista de um arco-íris, como que coroando a visita magnífica aos três locais, obviamente conhecidos pela maioria dos turistas, mas que também nós gostamos de visitar.

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